Educar é um Ato de Cidadania: Pensar com Consciência para Transformar a Sociedade

Por Vanessa Vieira

Educar é um Ato de Cidadania: Pensar com Consciência para Transformar a Sociedade
 
Educar é um verbo que podemos conjugar em muitos tempos e modos. Um tema que, mesmo quando não nos damos conta, está presente em nossas conversas diárias — seja em casa, no trabalho ou nas redes sociais. Afinal, a educação, direta ou indiretamente, orienta nossas atitudes e escolhas mais profundas.

É justamente por ser tão essencial — e, ao mesmo tempo tão ampla — que a educação desperta tantos debates. Falamos sobre educação entre pais e filhos, entre escola e estudantes, entre indivíduos e sociedade. Mas, de forma geral, podemos resumir esses caminhos em dois grandes ramos: a educação para viver em sociedade, que começa em casa, e a educação instrucional, que acontece na escola e amplia nossa visão de mundo.

Família, escola e o papel da consciência

Penso que essas sejam as funções principais da família e da escola, respectivamente, quando tratamos do tema educar. No entanto, nem todas as pessoas foram estimuladas a refletir sobre o sentido educativo de sua própria existência. E você, já pensou sobre isso?

Muitas vezes, apenas seguimos a vida cumprindo os papéis que a sociedade nos impõe, sem parar para pensar em por que fazemos o que fazemos. Com isso, um dos pilares mais importantes da educação — a autonomia do pensamento — enfraquece. E como sabemos, quem pouco pensa, pouco age por conta própria. E quando age, pode estar apenas repetindo o pensamento de outros… Mas que outros são esses?

Sociedade, valores e pensamento crítico

Uma sociedade que desconhece a própria história, que decide com base em fragmentos de informação, que muda de opinião ao sabor do vento, está preparada para educar seus filhos? Que tipo de valores estamos cultivando em nosso convívio?

Neste último fim de semana, vi muitas pessoas nas ruas do nosso país. Reconheço o direito de se manifestarem, de expressarem seus desejos. Mas, infelizmente, temo que muitos ali nem sequer compreendiam o real significado de seus próprios pedidos. Faltou pensamento crítico, faltou educação no sentido mais profundo da palavra.

Pedir o fim da corrupção é, antes de tudo, pedir mais educação e mais valores éticos. Mas será que essas mesmas pessoas valorizam a escola dos filhos? Respeitam os professores? Será que algum dia se sentaram com suas crianças para conversar sobre o que é certo ou errado? Ou são aquelas que furam fila, ignoram o troco errado quando lhes favorece, ou recorrem a um “jeitinho” quando lhes convém?

Educação como prática da liberdade

É preciso refletir: onde devemos cavar para começar a curar essa doença chamada corrupção?

Eu também iria para as ruas, sim. Mas se soubesse que meu país entende o que está reivindicando — ou mais ainda, se quisesse entender o que está acontecendo bem diante de seus olhos. Mas, infelizmente, muitos ainda preferem atalhos a caminhos de consciência.

Desculpem-me, mas pensar com a cabeça dos outros não é pensar certo, como nos ensinou Paulo Freire. Para agir de forma transformadora sobre a sociedade, precisamos primeiro compreendê-la. E isso exige esforço, estudo e reflexão diária.

Educação e cidadania: um caminho possível

Utopia? Talvez. Mas também um caminho possível, quando acreditamos no verdadeiro sentido da educação como prática da cidadania.

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1 Comentários

  1. Querida Vanessa!
    Fiquei muito feliz com tua visita e comentário no meu blog. Precisamos resgatar essa prática de explorar mais nossos próprios espaços. Eu compactuo contigo sobre tuas colocações. De fato, apenas quem tem boa educação consegue pensar por si mesmo, compreender as entrelinhas da história. Está bem complicado até manifestar opinião. Temos muito trabalho pela frente como educadoras. ´E muita falta de tudo o que é valor! Beijo!

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