(deite sua cabeça para a direita e observe)

Antes de continuar a leitura, pare um instante e observe a imagem acima.
Olhe com calma. Sem pressa. O que você vê?
Para algumas pessoas, a imagem revela um animal. Para outras, algo completamente diferente. Nenhuma delas está errada. E é justamente aí que começa a reflexão sobre a dupla percepção.
A mesma imagem, o mesmo ponto de partida e, ainda assim, interpretações distintas. Isso acontece porque não vemos o mundo apenas com os olhos, mas com tudo o que somos: nossas experiências, crenças, vivências e sentimentos.
O que é dupla percepção?
Dupla percepção é a capacidade, ou a experiência, de compreender que uma mesma situação pode ser vista de formas diferentes, dependendo de quem observa. Não se trata de certo ou errado, mas de pontos de vista.
Quando olhamos novamente para a imagem, percebemos que ela não muda. O que muda é o nosso olhar. E essa constatação, embora simples, carrega uma lição profunda para a vida e, especialmente, para a educação.
O olhar do outro também importa
No cotidiano escolar, familiar ou profissional, quantas vezes julgamos antes de ouvir? Quantas vezes interrompemos a fala do outro porque acreditamos já ter entendido tudo?
A dupla percepção nos ensina que ouvir é tão importante quanto falar. Que esperar o outro concluir seu pensamento é um gesto de respeito. Que acolher diferentes interpretações amplia a compreensão do mundo.
Na educação, isso é essencial. Cada aluno percebe, sente e aprende de maneira única. Quando reconhecemos isso, deixamos de tentar encaixar todos em um único molde e passamos a construir caminhos mais humanos e significativos.
Uma lição que vai além da imagem
A imagem é apenas o começo. Ela funciona como um convite: olhar de novo, pensar de novo, escutar melhor.
Vivemos em uma sociedade que, muitas vezes, valoriza respostas rápidas e certezas absolutas. Mas a dupla percepção nos lembra que a verdade pode ser mais ampla do que aquilo que vemos à primeira vista.
Educar e conviver é também aprender a conviver com o diferente, com o outro olhar, com a outra leitura possível.
Para refletir
Volte à imagem mais uma vez. Agora, tente enxergá-la pelo olhar de quem vê algo diferente de você.
Talvez essa seja uma das aprendizagens mais importantes: não mudar quem somos, mas ampliar a forma como vemos o mundo.

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