Há livros que chegam mansos e permanecem. Bom dia Todas as Cores é assim: delicado, simbólico e profundamente necessário. Com poucas palavras e imagens expressivas, Ruth Rocha nos convida a olhar para algo essencial, o direito de ser quem se é, sem pedir licença.
A história acompanha um camaleão que, a cada dia, escolhe uma cor diferente para viver. No início, essa liberdade encanta. Mas logo surgem as vozes externas, as expectativas alheias, os “deveria ser assim”. O que parecia simples passa a pesar. E é nesse ponto que o livro cresce: quando mostra, com sensibilidade rara, o impacto que o olhar do outro pode ter sobre nossas escolhas.
Não se trata apenas de cores. Trata-se de identidade, de autonomia, de respeito às diferenças. É um texto que fala com as crianças, de forma acessível e poética e, ao mesmo tempo, alcança os adultos com a força de um espelho. Em tempos de padronizações sutis e silêncios impostos, essa leitura se torna ainda mais atual.
Na escola, o livro abre caminhos potentes para conversas sobre convivência, diversidade, sentimentos e empatia. Em casa, cria um espaço seguro para que a criança compreenda que não precisa caber em moldes para ser aceita. É literatura infantil no seu melhor sentido: simples na forma, profunda no conteúdo.
Ler Bom dia Todas as Cores é dizer às crianças e a nós mesmos que existir em verdade é um ato de coragem. E que respeitar o próprio tempo, as próprias cores, é também uma forma de cuidado.
E aí, ja conhecia esta história?
👉 Encontre o livro - Aqui
(Se você trabalha em uma escola pública, também pode encontrar este livro na biblioteca da sua escola. Ele foi distribuído há alguns anos pelo PNLD Literário
👉Assista a história - Aqui


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1 Comentários
Olá! Seu blog é muito criativo! Escolhi a história do camaleão pra encenar com meus alunos no dia da primavera! Ficou um show! Abraços!!!
ResponderExcluirFaça seus pensamentos presentes! Nunca se cale!!!
Obrigada por comentar!